Evolução do Jardim – da Pré Historia ao Renascimento

Estudos arqueológicos encontraram nas pinturas primitivas das paredes de várias  cavernas, o desenho de espécies de plantas representadas pelos seus habitantes de milhões de anos passados.

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 Algumas espécies enquadravam-se entre famílias do reino vegetal cujas propriedades podem ser consideradas como COMESTÍVEIS. Outras não eram comestíveis e tinham caráter decorativo.

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Concluímos que o homem ao se deslocar das matas para as cavernas, em busca de abrigo, levou consigo, exemplares de plantas representativas do seu habitat anterior que mais lhe agradavam. Iniciando assim os primórdios do Paisagismo pre-histórico.

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A evolução dos processos de cultivo e irrigação, além da evolução do próprio homem fizeram surgir a jardinagem como uma forma artística de modificar a paisagem natural. Vamos perceber isso ao longo do desenvolvimento das civilizações.

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Situada entre os rios Tigre e Eufrates, os Assirios foram os mestres das técnicas de irrigação e drenagem, criando vários pomares e hortas formados pelos canais que se cruzavam.

Os textos mais antigos sobre jardins datam do 3º milênio a.C., escritos pelos Babilônicos descrevendo os jardins sagrados, bosques plantados sobre o ziggurat. Um zigurate é uma forma de templo criada pelos sumérios, e comum para os babilônios e assírios

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É na Babilônia onde se encontra a obra mais marcante da jardinagem, sendo considerada pela humanidade, uma de suas Maravilhas: Os Jardins Suspensos da Babilônia.

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No Egito, as comunidades se instalavam ao longo do Rio Nilo. É muito provável que os primeiros jardins tenham surgido ás margens dos canais.Os jardins egípcios surgiram junto ás propriedades mais abastadas e evoluiu com a Arte e a Arquitetura.

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Possuíam grandes piscinas que serviam de reservatório para a irrigação de grandes jardins, criação de peixes e plantas aquáticas, além de conforto térmico.

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Devido ao clima árido e quente, o papel refrescante do jardim sempre foi muito importante. Os que tinham poucas posses plantavam algumas arvores em seus pequenos quintais. Os mais ricos possuíam jardins que chegavam a rivalizar de tamanho e importância com a própria casa.

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Os jardins dos antigos Persas estavam condicionados a influencias externas devido as constantes guerras e revelavam elementos retirados de vários jardins, principalmente dos gregos e egípcios. Um estilo MISTO.

Caracterizava-se pela presença de dois canais principais em cruz dividindo o jardim em quatro zonas: agua, terra, fogo e ar.

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Introduziram as árvores e arbustos de flores perfumadas. A introdução destas criou um novo conceito, passando a vegetação a ser estimada pelo valor decorativo das flores, sempre perfumadas.

Utilizaram espelhos d´água em meio ás alamedas. O jardim persa era cercado por altos muros, era um lugar ao retiro privado, destinado ao prazer, o amor á saúde e ao luxo do morador.

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O mais famoso de todos, os jardins do Taj Mahal (India)

As raízes fundamentais na cultura ocidental se encontram, sem duvidas, na civilização da Grécia antiga.

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De solo rochoso e montanhoso, clima quente e seco, a Grécia nunca foi uma região ideal para uma jardinagem organizada. O traçado natural e simples fugia da simetria dos egípcios. O cuidado com as plantas se deu pelo amor á vida ao ar livre, obrigando a uma constante aproximação do homem com a natureza. Os jardins gregos eram extensões das casas.

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Os gregos introduziram os jardins em ambientes internos, como os pátios residenciais. Criaram as praças publicas ordenando também a vegetação dos prédios públicos.

A partir do século I d.C. o jardim Romano se assume como jardim propriamente dito, como área de lazer.

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As casas possuíam pátios internos rodeados por colunas adornadas por espécies como a rosa trepadeira para desfrute dos moradores e visitantes. Espelhos d´água alimentados por captação de chuvas e funcionando como reservatório e refrigeração ambiental. Repetiu basicamente o estilo Grego.

Introduziram a topiaria. Os jardins romanos eram obras de Arquitetos e estavam portanto,  subordinados a Arquitetura.

Na Idade Media, período entre os séculos XV e XVI, ocorreram inúmeras invasões barbaras, culminando  no domínio dos povos nórdicos e orientais. Salvaram-se apenas os textos do Evangelho Cristão, assim, os mosteiros e Igrejas tornaram-se centros difusores de artes e ciências.

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Nos mosteiros, pequenos jardins reservados a prece, divididos em forma da cruz e cada parte com ervas aromáticas e medicinais, hortaliças, frutíferas e ornamentais.

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Era uma época que o sistema vigente era o Feudal. A vida passou a ser cercada por fortificações e castelos. Um retorno a economia rural.

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Passada a fase da dominação barbara, eis que ressurge a mentalidade clássica. Iniciando pela Italia, o jardim passa a assumir a importância da contemplação e de uma arquitetura monumental. Muita topiaria, fontes, lagos, chafarizes, estatuas, pérgolas e caramanchões.

 No proximo post falaremos sobre os Estilos dos Jardins, como esse da foto a seguir: Estilo Clássico.

jardim classico

 Imperdível para quem quer aprender sobre a relação Paisagismo X Arquitetura em suas diferentes épocas.

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